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Video curso Tecnólogos


Este vídeo diz tudo sobre a profissão de tecnólogo, desde a formação até a capacidade do profissional em Tecnologia. Aproveite e veja o diferencial em ter uma formação tecnológica para o mercado de trabalho atual.

Cursos Tecnólogos


Sempre tivemos boas relações com os Técnicos em Segurança no trabalho, estudamos juntos, temos amigos Técnicos e com certeza vamos trabalhar juntos e nem por isso precisamos ignorar profissionais que buscam uma formação e melhor colocação no mercado e trabalho procuram fazer algo por uma sociedade melhor.
Mas como sempre tem alguém que insiste em dizer que somos “criaturas e estamos jogando dinheiro fora, este curso não vale nada” deixo aqui a matéria exibida no Fantástico da Rede Globo dia 23/11/08 que fala sobre o que é Tecnólogo e Técnico.
Se o Governo já autorizou até as instituições federais a dar o curso com certeza vai regulamentar ou então paga estes profissionais pra ganhar e não trabalhar, pois ele autorizou os cursos de graduação então será obrigado a regulamentar. Aqui o link do projeto:
http://www2.camara.gov.br/internet/proposicoes/chamadaExterna.html?link=http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=372560
Veja a matéria na integra aqui:
Muita gente pensa que o curso tecnológico é um curso de nível técnico. Não é. Por lei, o curso tecnológico tem nível superior – embora sua duração seja de dois a três anos. Seu objetivo é o de formar especialistas em determinadas áreas.
Especialistas como Amanda de Oliveira. Ela não é médica, nem enfermeira. Mas cuida de vidas. Formada pela Faculdade de Tecnologia de Sorocaba (Fatec), no interior de São Paulo, a jovem de apenas 23 anos é responsável pela manutenção das máquinas de hemodiálise de um hospital da cidade.

“Aos 21 anos, eu estava formada e empregada”, conta a tecnóloga em saúde Amanda de Oliveira.
Os cursos tecnológicos estão atraindo mais interessados a cada ano.

“Mais de 10% dos alunos matriculados em cursos superiores no Brasil já estão fazendo cursos tecnológicos. É uma explosão, realmente. Hoje, estamos passando por um apagão de mão-de-obra. Temos uma falta de profissionais especializados para os próximos anos. O curso tecnológico forma o profissional mais rapidamente para o mercado de trabalho“, diz o especialista em cursos de Tecnologia, Fabiano Caxito.

“Eu queria que o emprego me procurasse, não eu correr atrás de um emprego. E foi o que aconteceu”, conta o tecnólogo em mecânico Leonardo de Carvalho.

Essa é a parte clara da questão. Agora, vamos à zona cinzenta. Muitos tecnólogos reclamam que as empresas, ao selecionar os candidatos, não estão dando ao tecnólogo o mesmo valor que dão ao bacharel.
O professor Fabiano Caxito fez uma pesquisa em 350 empresas de São Paulo para investigar a aceitação do tecnólogo no mercado de trabalho: “Existe ainda um grande desconhecimento por parte do profissional de recursos humanos sobre o que é o curso tecnológico”, aponta.
Na disputa conta um candidato que estudou em uma faculdade convencional, às vezes o tecnólogo sai perdendo.

“Se os dois candidatos não tiverem nenhuma experiência profissional anterior, ainda há uma escolha pelo bacharel”, diz o professor Fabiano Caxito.
O curso de tecnólogo não é recomendável para quem está há muito tempo em uma área e deseja partir para outra área, completamente diferente. Por exemplo: alguém trabalhou sete anos na área financeira e quer fazer um curso de gestão de marketing. Em uma situação assim, o diploma pesará pouco, porque a empresa sempre dará preferência a candidatos com experiência anterior em Marketing.
O curso de tecnólogo também não é recomendável para jovens que estejam em dúvida quanto à carreira que desejam seguir. Nesse caso, o curso iria reduzir o leque de opções futuras de emprego. Seria melhor o jovem optar por um curso mais generalista, como economia ou administração.
Mas o curso tecnológico é altamente recomendável para quem já desempenha uma determinada função e deseja saber mais sobre ela. Aí sim o diploma vai se somar à experiência prática e melhorar muito o currículo.
É o caso de Maurício Alves e Eduardo Duarte. Os dois já eram técnicos em mecânica, estavam empregados e resolveram se especializar na Fatec. Hoje, ocupam cargos importantes em uma indústria de autopeças de Sorocaba.

“Sou responsável por uma linha de usinagem dentro da empresa”, conta Maurício Alves.

“Durante o curso, tive a oportunidade de viajar duas vezes para Europa e Canadá. A grande maioria dos meus colegas está empregada. Quem não está em empresa privada, hoje trabalha por conta própria e está muito bem”, comenta Eduardo Duarte.

Finalmente, existem cursos tecnológicos bons e outros não tão bons. Por isso, primeiro, o interessado deve verificar se o curso é reconhecido, no site do Ministério da educação. Depois, deve avaliar se a instituição de ensino tem renome no mercado de trabalho. Isso também pesa bastante.
“Acho que a aceitação do curso tecnológico vai aumentar muito”, aposta Fabiano Caxito.

“Foi a melhor decisão possível. Eu estava no lugar certo, na hora certa, com o curso certo nas mãos”, avalia a tecnóloga em saúde Amanda de Oliveira.
Em resumo, a diferença entre um curso superior de cinco anos e um curso tecnológico é o tamanho do alvo. No mercado de trabalho, quem faz um curso mais longo poderá mirar em vários setores do alvo. Quem faz o curso tecnológico terá que acertar na mosca.
Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL872880-15605,00-CURSO+TECNOLOGICO+E+BEM+ACEITO+NO+MERCADO.html

Erro Humano


A segurança e a qualificação de pessoal são fatores constantes e muitos importantes em toda a área empresarial que tenha como objetivo primordial a melhoria da qualidade e da produtividade.
No entanto, estes trabalhos de melhoria fracassam nas tentativas de implantar essas novas filosofias gerenciais e operacionais dentro das empresas.
Quando se investigam os acidentes ocorridos em uma empresa, os resultados mostram que as falhas se associam a quatro fatores principais: a tecnologia, sistemas de gerenciamento, fatores humanos e agentes externos. Com isso as empresas tem investido em tecnologia, preocupadas com uma maior segurança e confiabilidade nos seus sistemas e equipamentos.

Uma analise mais detalhada sobre as causas que precedem estas situações mostra que o erro humano e descaso com o gerenciamento de riscos são fatores que mais contribuem para que os acidentes venham a ocorrer.
Com a velocidade que as tecnologias vem chegando ao mercado competitivo e o desconhecimento dos riscos no uso destas novas tecnologias faz com que aumentem a probabilidade de ocorrer falhas humanas, e as ações a ser tomadas frentes a problemas operacionais, quando tomadas de forma não convencionais por pessoas altamente preparadas, conduzem a um aumento de riscos, podendo levar a perdas materiais e humanas, quando não chegam a ser catastróficas.
A maneira mais segura de reduzir os riscos e consequentemente perdas de matéria humano e capital, são treinamento profissional com qualificação especifica aos trabalhadores, com isso ele vai saber manusear e operar equipamentos de forma mais segura e confiável, e com isso auxiliando no desenvolvimento tecnológico, social e econômico das empresas.

Com base nestas premissas, incluindo nestes o fator humano, de sorte a auxiliar empresas na melhoria de seus aspectos operacionais e na redução de perdas decorrentes de incidentes ou acidentes que prejudiquem as metas estabelecidas pela organização. Com este propósito, procurou-se a integração das características prevencionistas apresentadas pela Gerência de Riscos, em especial através da utilização de uma técnica de Análise de Riscos, com o treinamento individualizado de funcionários.

As consideráveis vantagens materiais e sociais obtidas pelo homem através do uso das tecnologias sempre foram acompanhadas pelo surgimento de riscos, sendo que os acidentes resultantes da concretização destes riscos, de maneira cada vez mais alarmante, ameaçam a qualidade de vida e, não raramente, a própria vida dos seres humanos.

Nesta tentativa de produzir melhores condições de vida o homem faz uso de ferramentas, máquinas e veículos que causam acidentes fatais, cria novos materiais, produtos e alimentos altamente prejudiciais, transforma substâncias naturais em concentrados radioativos, pondo em risco o meio ambiente e todo o ecossistema e, consequentemente, a sua existência. E, paradoxalmente, todo este processo considerado \"evolutivo\" é comandado pelo instinto de \"sobrevivência\" da espécie.

Deste modo, o risco sempre esteve e sempre estará presente em toda e qualquer atividade humana e, ao logo de sua evolução, o homem continuará a ser agredido pelas suas próprias descobertas. Assim, a solução mais sensata parece ser a admissão, por parte da sociedade, da relação intrínseca existente entre a sua existência e a sua autodestruição, aprendendo a identificar, controlar e conviver com os riscos inevitáveis.
Não existe uma definição universalmente reconhecida para a palavra risco. Assim, os significados associados a esta palavra diferem, tanto semântica quanto sintaxicamente, em função de suas origens.

Portanto, a palavra risco pode significar desde um resultado inesperado de uma ação ou decisão, seja este positivo ou negativo, até, sob um ponto de vista mais científico, um resultado não desejado e a probabilidade de ocorrência do mesmo. No entanto, abordaremos o risco como a incerteza de ocorrência de um evento indesejado dentro de um sistema organizacional. Neste sentido, diversas são as definições encontradas que buscam um significado mais completo para a palavra risco.

De um ponto de vista objetivo, o risco representa a probabilidade de ocorrência de um evento indesejável e pode ser facilmente quantificado através de medidas estatísticas. Sob uma visão subjetiva, o risco está relacionado à possibilidade de ocorrência de um evento não desejado e depende de uma avaliação individual sobre a situação, sendo, portanto pouco quantificável.

O erro humano não era considerado, até pouco tempo atrás, como um fator de risco significativo dentro de um sistema industrial, e, portanto não era tratado com a devida importância com relação aos aspectos de segurança.

Qual a probabilidade de falha nesta situação? As confiabilidades do alarme e da válvula são normalmente conhecidas e desta forma pode-se prever as suas probabilidades de falha. No entanto, uma peça fundamental deste sistema está sendo ignorada: a confiabilidade do operador, ou seja, a possibilidade de erro humano. Será que o operador realmente irá fechar a válvula no espaço de tempo disponível?

O comportamento humano nem sempre é constante e racional, e, portanto não segue padrões rígidos pré-estabelecidos.

No entanto, a caracterização do erro humano não é simples e direta, mas depende de uma definição clara do comportamento ou do resultado esperado. Uma definição mínima de erro humano comporta a idéia de um desvio anormal com relação a uma norma ou padrão estabelecido.

A inclusão deste fator psicológico na confiabilidade do sistema é, portanto, decorrente dos riscos apresentados pelo processo, da urgência na tomada de decisões e da ambigüidade dos objetivos que o operador supostamente persegue. Desta forma, os processos de percepção e aceitação do risco e de tomada de decisão, os quais nem sempre dependem do comportamento visível do operador, mas, principalmente, de suas características cognitivas, caracterizam-se como os principais catalisadores do erro humano.

Certas falhas do sistema não são significativas, sendo usualmente aceitas como acontecimentos normais do processo e que podem ser corrigidas sem maiores danos. Além do mais, muitas vezes o próprio processo tende a compensar o desvio em busca da estabilidade. No entanto, algumas falhas podem conduzir a resultados indesejáveis, às vezes catastróficos, que prejudicam ou impedem o funcionamento do sistema.

A falha de um sistema comumente é precedida por um conjunto de condições (riscos) que anunciam a sua predisposição à desordem. Estas situações, ao serem analisadas, demonstram que, em sua maioria, originaram-se da inobservância dos aspectos que antecipavam a falha do sistema.

A percepção, pelo elemento humano, dos indicadores que precedem à falha do sistema, bem como o processo decisório que deve ser desencadeado a partir desta observação, dependem tanto do seu conhecimento sobre o sistema como das características cognitivas do indivíduo.

Desta forma, o processo de percepção do risco pelo homem nem sempre é objetivo, ou quem sabe racional, mas fortemente influenciado por fatores diversos que variam de indivíduo para indivíduo, em função de sua estrutura mental e do seu background, adquirido principalmente pela sua experiência dentro do sistema.

Assim, nota-se que é de suma importância o conhecimento profundo sobre os riscos presentes dentro de um sistema organizacional, para que seja possível, por parte do indivíduo, a identificação e a correção dos desvios do sistema antes que ocorra a sua falha, reduzindo-se, desta forma, a probabilidade de erro humano. No entanto, mesmo que todos os riscos sejam conhecidos, ainda persistirá a possibilidade de falha humana, pois cada indivíduo organiza e interpreta as situações de maneira diferente.

Dado o exposto até o momento, pode-se observar a importância do elemento humano como um fator de risco dentro de um sistema. No entanto, não são raras as empresas que ainda desconsideram este aspecto e, o que é mais alarmante, diversas são as que desconhecem e não analisam os riscos de seus processos operacionais.

Além do mais, estudos demonstram que a ocorrência de erro humano é agravada principalmente em organizações em que:

Não há reconhecimento da importância do fator humano para a prevenção de perdas e danos à propriedade.

Não existem regras a serem seguidas e as responsabilidades de cada indivíduo não são claramente definidas.

O indivíduo desconhece os riscos e as ações corretas a serem tomadas frente às variações do sistema.

A norma requer que as empresas preparem programas que incluam a participação ativa dos trabalhadores em termos de identificação e conhecimento sobre os riscos, e na investigação de acidentes. Profundo sobre o processo e sobre o desempenho das variáveis operacionais são componentes essenciais para a melhoria da confiabilidade humana.

Apesar do treinamento nem sempre auxiliar na redução da incidência de erros humanos, aumenta a sensibilidade quanto à sua identificação, aumentando a probabilidade para que sejam corrigidos a tempo.

Portanto, como no Brasil a ausência de uma consciência sobre os riscos operacionais e a falta de treinamento adequado de funcionários ainda são constantes nos diversos segmentos organizacionais, qualquer iniciativa no sentido de minimização de riscos e melhoria das condições de trabalho deve ser considerada válida e implementada o mais brevemente possível por empresas que possuam consciência de seu valor social.

Doutora em Psicologia, Administradora,
Consultora nas áreas de RH, Qualidade, Treinamento e Gestão.
e-mail : celiapsi@estadao.com.br
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